Espumantes. São sem dúvida algo que não consigo deixar passar ao lado num bom jantar ou numa boa tarde com amigos.
Assim, trago-vos um espumante, que mesmo não sendo aquilo que procuro quando bebo um espumante, não deixa de ser um vinho interessante que vale a pena provar.
Da região do Dão, chega até nós o Condessa de Santar Extra Bruto de 2009. Feito a partir de Encruzado (85%) e Bical (15%), estagiou 24 meses em cave e mais 3 meses em garrafa, numa produção de apenas 2500 garrafas com uma imagem muito cuidada com um estilo clássico.
Apresenta-se cristalino e com uma bolha bastante fina, revelando um aroma citrino com notas de toranja e mineral. Na boca, frutado e suave com um final seco e persistente.
A Casa de Santar está associada ao espaço Paço dos Cunhas de Santar, um solar do século XVII e XVIII, propriedade da Condessa de Santar - Maria Teresa Lencastre de Mello - e sua família, ao qual este espumante faz homenagem.
A quinta, rodeada pelos seus jardins e adegas, já nos habituou aos seus vinhos de elevada qualidade, dos quais este espumante não é exceção, tendo sido premiado com escolha da impresa na Feira Encontro com o Vinho de 2011. Em 2007, a Sociedade Agrícola de Santar foi reconhecida com o prémio de Produtor do Ano atribuído pela Revista de Vinhos.
A Global Wines / Dão Sul adquiriu o Paço dos Cunhas de Santar e submeteu-o a obras de restauração que o transformaram num destino de charme, com uma área de restauração, loja e zona multiusos. O espaço foi também distinguido pela Revista de Vinhos em 2008 com o prémio Enoturismo do Ano 2008.
Revelando aqui apenas o Paço dos Cunhas de Santar e a Casa de Santar, dá já para perceber que a Global Wines / Dão Sul, representada nas principais regiões vitivinícolas portuguesas e no Brasil, é uma empresa com uma visão empreendedora e inovadora que serve de exemplo nacional e internacional, tanto pelos seus vinhos como pelos seus feitos.
Joaquim Coimbra, como principal acionista desde a fundação em 1989 sempre soube escolher as pessoas que estão à frente da empresa, entre as quais podemos encontrar nomes como Paulo Amorim no cargo de CEO e o Osvaldo Amado como o responsável da enologia.
Fonte: http://www.daosul.com
Papila Gustativa
Quarta-feira, 15 de Agosto de 2012
Condessa de Santar - Extra Bruto (2009)
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Segunda-feira, 6 de Agosto de 2012
Herdade dos Templários - Garrafeira (2005)
Depois da coincidência do primeiro post, deixo outra... Desta vez um vinho tinto DOC Ribatejo, mais especificamente de Tomar - "terra natal" da minha esposa.
Este vinho é produzido com as castas "fortes" da região (70% Tinta Roriz, 20% Alicante Bouschet e 10% Castelão) que lhe transmitem uma cor granada bastante intensa e fez estágio 12 meses em barricas de carvalho americano e francês, seguidos de mais 12 meses em garrafa.
Um aroma dominado por frutos vermelhos maduros, que passa para o paladar uma boa dose dessa fruta sem perder o equilíbrio e a sua boa estrutura, terminando num final curto algo apimentado.
Um vinho com sérias pretensões e já bastante premiado pela crítica nacional e internacional vem, sem dúvida, destacar-se dos restantes produtores da zona.
Tomar, cidade fundada no século XII após a conquista de D. Afonso Henriques, foi doada aos Templários que promoveram a colonização agrícola e alargaram as áreas de cultivo da vinha. O relevo acentuado, a diversidade dos solos e os excelentes recursos hidrográficos revelaram ser condições naturais favoráveis ao cultivo da vinha.
Apoiada na tradição histórica vitivinícola da cidade templária, a Quinta do Cavalinho apostou na qualidade dos seus vinhos e criou uma gama de vinhos bastante ampla e com projeção internacional.
A Herdade dos Templários possui 18ha de vinhas que florescem num ambiente natural, fazendo com que os seus vinhos expressem a sua origem "terroir in a bottle" e defendam a identidade do vinho português.
Quem quiser, pode também usufruir do espaço de eventos para 150 pessoas disponibilizado pela quinta em parceria com a empresa Temperos & Marinadas.
Podem saber mais sobre a herdade no reportagem da "Hora do Baco" emitida pela RTP N:
Este vinho é produzido com as castas "fortes" da região (70% Tinta Roriz, 20% Alicante Bouschet e 10% Castelão) que lhe transmitem uma cor granada bastante intensa e fez estágio 12 meses em barricas de carvalho americano e francês, seguidos de mais 12 meses em garrafa.
Um aroma dominado por frutos vermelhos maduros, que passa para o paladar uma boa dose dessa fruta sem perder o equilíbrio e a sua boa estrutura, terminando num final curto algo apimentado.
Um vinho com sérias pretensões e já bastante premiado pela crítica nacional e internacional vem, sem dúvida, destacar-se dos restantes produtores da zona.
Tomar, cidade fundada no século XII após a conquista de D. Afonso Henriques, foi doada aos Templários que promoveram a colonização agrícola e alargaram as áreas de cultivo da vinha. O relevo acentuado, a diversidade dos solos e os excelentes recursos hidrográficos revelaram ser condições naturais favoráveis ao cultivo da vinha.
Apoiada na tradição histórica vitivinícola da cidade templária, a Quinta do Cavalinho apostou na qualidade dos seus vinhos e criou uma gama de vinhos bastante ampla e com projeção internacional.
A Herdade dos Templários possui 18ha de vinhas que florescem num ambiente natural, fazendo com que os seus vinhos expressem a sua origem "terroir in a bottle" e defendam a identidade do vinho português.
Quem quiser, pode também usufruir do espaço de eventos para 150 pessoas disponibilizado pela quinta em parceria com a empresa Temperos & Marinadas.
Podem saber mais sobre a herdade no reportagem da "Hora do Baco" emitida pela RTP N:
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Domingo, 29 de Julho de 2012
Eminência (2010) - Palácio da Palmeira
Mesmo não sendo eu um grande apreciador de vinhos verdes, acho que não poderia começar este blog de melhor forma.
Mais do que um vinho verde, mais do que um vinho do Minho... um vinho de Braga, cidade onde vivo.
Falando do que realmente importa, este néctar 100% Loureiro tem uma elegância e sofisticação notáveis.
A casta de loureiro imprime-lhe um aroma floral e frutado. Delicado no paladar e com uma acidez perfeita, onde se nota a extrema qualidade das suas uvas.
Este é um vinho cítrico, com sabores a limonada e ananás bem presentes, e cuja complexidade e persistência fazem jus ao seu nome - "Eminência".
De acrescentar que apresenta uma imagem cuidada com uma garrafa e caixa dignas do nome. Todas estas características fazem do "Eminência" um vinho cheio de classe e requinte.
Um projeto ousado por parte de Carlos Dias, que adquiriu o Paço da Palmeira em 2009, uma villa aristocrática do meados do séc. XVIII, situada em Braga, rodeada pelas suas vinhas e o rio Cávado.
Com o intuito de "fazer os melhores vinhos do mundo" e para criar este vinho monumental, Carlos Dias contou com a ajuda de Anselmo Mendes - enólogo de grande reputação nos vinhos Alvarinho.
No final do ano passado, Carlos Lucas juntou-se a este projeto para o cargo de CEO.
Primeiro com Royal Palmeira 2009 e agora com este Eminência 2010, é realmente uma caminhada para a glória.
Para terminar, deixo o vídeo "Festas das vindimas 2011" que passou na RTP e oferece mais informações sobre este projeto.
Mais do que um vinho verde, mais do que um vinho do Minho... um vinho de Braga, cidade onde vivo.
Falando do que realmente importa, este néctar 100% Loureiro tem uma elegância e sofisticação notáveis.
A casta de loureiro imprime-lhe um aroma floral e frutado. Delicado no paladar e com uma acidez perfeita, onde se nota a extrema qualidade das suas uvas.
Este é um vinho cítrico, com sabores a limonada e ananás bem presentes, e cuja complexidade e persistência fazem jus ao seu nome - "Eminência".
De acrescentar que apresenta uma imagem cuidada com uma garrafa e caixa dignas do nome. Todas estas características fazem do "Eminência" um vinho cheio de classe e requinte.
Um projeto ousado por parte de Carlos Dias, que adquiriu o Paço da Palmeira em 2009, uma villa aristocrática do meados do séc. XVIII, situada em Braga, rodeada pelas suas vinhas e o rio Cávado.
Com o intuito de "fazer os melhores vinhos do mundo" e para criar este vinho monumental, Carlos Dias contou com a ajuda de Anselmo Mendes - enólogo de grande reputação nos vinhos Alvarinho.
No final do ano passado, Carlos Lucas juntou-se a este projeto para o cargo de CEO.
Primeiro com Royal Palmeira 2009 e agora com este Eminência 2010, é realmente uma caminhada para a glória.
Para terminar, deixo o vídeo "Festas das vindimas 2011" que passou na RTP e oferece mais informações sobre este projeto.
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